quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Avaliar ou não, eis a questão...

Vivemos num tempo em que avaliar faz parte dos termos mais usados e usuais do nosso vocabulário. O desempenho, critérios rigorosos, objectivos que deram lugar a tantas palavras... tudo é avaliado... Nascemos e mal abrimos os olhos já nos estão a avaliar: é lindo (porque será que ninguém nasce feio?), tem os olhos do pai ou da mãe ou até de alguém estranho à familia... Pois, tudo gira em torno da percepção que os outros têm de nós. Por vezes inventamos capas, máscaras, papéis secundarios só com a finalidade de nos atribuirem uma nota de excelência! E na nossa vida? Será que buscamos essa nota? Se somos alunos buscamos o mérito do nosso esforço: a nota! Pergunto: onde fica o mérito da aprendizagem, tal como tinham os antigos discípulos gregos que caminhavam em jardins enquanto aprendiam? Se somos professores tentamos que os que se dizem de nossos "superiores" nos atribuam todos os valores menos o de incompetentes... Pois é, a vida é uma avaliação... Avaliar e ser avaliado pode ajudar à qualidade de uma vida que se pretende... Mas uma pergunta poderá ficar no ar: Quem avalia o processo de avaliação? Será que serão eles por sua vez avaliados?
Pe CésarCruz

Aos finalistas


Adeus escola do Sabugal
Muitas recordações nos deixaram
Pelo amor e carinho
Por tudo que nos ensinaste

Foste a nossa segunda mãe
Para a vida nos preparaste
Começamos uma vida nova
Os nossos hábitos mudaram

Foste mãe foste avó
Com trabalho e dedicação
Aqui te vou agradecer
Do fundo do coração

Entre gritos e pauladas
O teu sonho realizaste
Oferecer aos teus alunos
O exame da quarta classe

No teu pátio maravilhoso
Entoavam as gargalhadas
Com as nossas brincadeiras
Os gritos e as estaladas

Entre o pobre e o rico
Não havia distinção
Éramos todos felizes
Parecia que éramos irmãos

Deixaste de ser escola
Para sede vais mudar
Para todos os que te viram nascer
A escola do Sabugal vai ficar

Muitos sucessos de desejo
Com a nova profissão
Que faças muitos amigos
Com a nova geração